sexta-feira, 11 de julho de 2008

Dinheiro

Ganhar dinheiro é bom
A gente ganha e pensa logo
no que é que vai gastar.
Em que bar que a gente vai beber
E qual a roupa que a gente vai comprar.


Ganhar dinheiro é bom
A gente ganha e pensa logo
no que é que vai gastar.
Em que restaurante a gente vai comer
E em que praia a gente vai nadar.

O sol é um grande cifrão
E o mundo gira em torno dele.
Isso tudo é uma grande ilusão
Que não sente nem fome nem sede:
Como saciá-lo então?


A gente toca por dinheiro
E não por diversão
A gente atua por dinheiro
E não por distração
A gente canta por dinheiro
E não por diversão
Não é assim que a gente queria não.


Ganhar dinheiro é bom
A gente ganha e pensa logo
no que é que vai gastar.
A gente gasta tudo antes do fim do mês
Só com as contas para pagar.


Ganhar dinheiro é bom
A gente ganha e pensa logo
no que é que vai gastar.
A gente gasta tudo antes do fim do mês
E no final será que vai sobrar.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A verdade

Ninguém sabe quem é amigo ou inimigo
Ninguém sabe, ninguém sabe
Ninguém sabe quem é certo ou o safado


Ninguém sabe quem é mocinho ou o bandido
Ninguém sabe, ninguém sabe
Ninguém sabe quem é Deus ou o Diabo



Na verdade a verdade está escondida
E ninguém sabe onde ela está
Na verdade a verdade nunca foi prometida
E ninguém vai vê-la cara a cara.


Na verdade ninguem sabe de nada
Na verdade ninguem sabe de nada
Na verdade ninguem sabe de porra nenhuma!!!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

alegria desracionalizada.

Em 3 minutos de uma tranquilidade alcalina, consigo o lampejo da teórica sabedoria. Em caixas de holywood e carlton, absorvo uma retórica, mas constante, vontade de viver. haurir, tragar e expirar essa inquietude sorumbática, que no futuro me trará a incapacidade de retornar a vida o oxigênio carnonado dos vegetais, me garantem a certeza de uma morte prematura.
Se isso é bom ou ruim, certo ou errado pouco me importa. Eu quero agiur, quero viver. As consequências são meros fatos de um futuro que tomarei consciência somente quando ele se tornar presente.
A minha carência, quando a controlo me torna forte. E esta mesma força é capaz de tornar-me carente num piscar de olhos.
TSC...
Em 5 segundos de um prazer orgásmico, o cansaço infere sobre meu corpo, uma alegria desracionalizada.

sábado, 26 de abril de 2008

O novo

Quero chorar
Por ser algo que já não faço a bastante tempo.
Preciso de um novo para manter-me alegre,
É fundamental um novo sentimento.

A noite gera insônia
E o tempo leva dispersão.
A carência traz desejos
E os sentimentos, emoção.

A solidão não me traz consolo
E as companhias também não.
Já não desejos copos nem caretas
Nem doideras que me tornem malsão.

Já não ajo com certeza
E não sinto lógica em meu ser,
Não compreendo meus sentimentos
E o meu morrer no viver.

domingo, 20 de abril de 2008

Idílio

Sou etreno solitário
Procurando rimas aonde não existe
Sempre escrevendo, sou alegre
Quando deveria estar triste.

Sempre procurando algo
Que valha a pena:
Um idílio, uma droga
Qualque coisa que se assemelhe a um poema.

Viver é algo tão mundano
Tão terra, fogo, água e ar.
Que faz isso tudo tão estranho
E é por isso que quero só viver,
Sentir e não pensar.

É algo tão engraçado
Que me faz viver e observar
Ser um inteiro despedaçado
Uma lua refletida no mar...

21/04/008 2:07

Pedro Alves


edro alves

terça-feira, 8 de abril de 2008

Diário de uma fase de descobrimento (parte II)

A liberdade é branca. Alva como uma folha de papel. Quando experimentada deseja-se mais e mais. O cheiro é agridoce e a sensação é a de que você se tornou um Deus.
Não gera arrependimentos. As palavras vem como respostas súbitas. As consequências são as mesmas de qualquer outra ação: reação. E mais nada.
Lembro que qualquer coisa que eu quisesse, eu faria. Lembro que tudo estava energicamente no seu devido lugar e mais nada. Nada mais.
Depois é qualquer reação de qualquer euforia. Sim, é preciso saber lidar com isso. E não somente só com a liberdade, mas com qualquer outra coisa.
Descobri a terra na Terra.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Sou o poeta da geração de refrigerantes e cervejas. Sou o que necessita de vicíos para escrever por que preciso de alguma droga que acalme meus sentimentos. Ainda não aprendi a viver nesse mundo, não me acostumei com a tecnologia e com todos esses fios e chips que tornam mecanizados esses laços sentimentais que tenho com meu lado animal.
Sou o poeta da geração perdida que sem a cultura hipie ou um movimento estudantil com causa, é compelido a pensar no que fazer de sua vida.
Sou o poeta que não sabe para onde vai. Uma folha jogada ao vento e onde cair será o local de decompor-se. Sou o poeta não lirico de palavras subjetivas num mundo subjetivo. Tenho apenas a minha liberdade de expressão. Mais nada.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Nunca pensei

Nunca pensei que um dia sentiria isso de novo.
Não imagino a amplitude que isso tem em mim.
Não consigo de-finir com minhas palavras.
Diria que "até o tempo passa arrastado, só para eu ficar do seu lado"!

Nunca pensei que isso viria fora de uma paixão adolescente.
Não sei por quanto tempo vai durar.
O que me incomoda é não saber se é recíproco.
Diria que "eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano"!

Nunca pensei em assumir um sentimento sem compromisso.
Acho que isso é maturidade.
Acho que não tenho certeza de nada.
Só tenho certeza da dúvida.

Nunca pensei que isso se tornaria um fim para meu objetivo.
Nem sei se sei esperar, dar tempo ao tempo,
Ou deixar rolar...

domingo, 30 de março de 2008

Latência

As vezes chego a me surpreender. Chego a ser agressivo e incisivo com as palavras. Analiso meticulosamente onde vou jogar a pedra para saber exatamente o que quero acertar. Espero a hora certa, espero ter espaço para que ela não seja usada em vão.
Mesmo que não admitam, mesmo que finjam não ter se importado. As expressões e a falta de argumento são a prova de que elas atingiram o alvo. Chego a ser frio. Chego a ser calculista.
As palavras usadas retratam exatamente o x da questão. São objetivas na minha forma subjetiva de ver o mundo e as pessoas.
As vezes chego a temer isso.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Maturidade

sinto muita dificuldade em tornar-me adulto. Creio que antigamente deveria ser mais fácil. As pessoas se tornavam adultas e pronto. Assim, como num passe de mágica.
Como se chama alguém em fase de transição da adolescência para a vida adulta? Serei eu um trânsito? um cásulo? um inconstante?
Que faço do meu rascunho enquanto ele não se finaliza? Devo contentar-me em ser transitivo direto e indireto? Quando é que finalmente serei intransitivo?
Cada vez mais me perco em questionamentos irrespondíveis. Mergulho em mim para me respirar. Sem querer e nem por que, é só um jeito de me achar...

18/03/2008

Calmos silêncios

Em noites dos mais calmos silêncios
A agonia tanto bate na porta
Mas só se ouve o sussurrar dos ventos
Deixando-a no lado de fora.
Fico a busca da satisfação sensorial
Saciar mau instinto mais carinhoso e acolhedor
Mantenho contato com meu lado animal
Na solidão que é meu espaço mais acolhedor
Busco sentido no limiar dos sentidos
Desejando pele na pele humana
Momento sem espaço para conflitos
Que de tão sagrado profana

Em noites que tornam os dias ocultos
A insônia faz parte da história
Trazendo beleza para o mundo
Fazendo da poesia a minha hóstia.
Desejo um novo alguém para me apaixonar
Para dar satisfação a minha vida
Alguém para por no colo e os cabelos afagar
Num gole de prazer, um cálice, uma menina.
Verbalizo meu sentimento de agora:
O que eu tenho de mais concreto
Exponho, jogo para fora
E faço do errado o certo

03/03/2008

Perplexo

O teu ser tão amavél
E o interesse notavél
Me deixou perplexo
Não se baseava só em sexo.

O meu olhar era exclusivamente teu.
Talvez vice-versa, quem vai saber?
Não sou eu.

Como pode o tempo ter que falar por nós dois?
Tempo passa, não há hora certa para nada.
Se bobearmos olhamos para trás
E percebemos que estamos a sós.

Não somos personagens de nenhum livro.
Nada sobre a gente está escrito.
Nunca o faça acontecer foi tão presente.
Claro, pode-se não querer
Mas falta de desejo
Me tornará ausente...

27/03/2008 12:43

Insônia

1 hora da manhã e o sono não chega. Por aqui está tudo tão parado. Penso que a kilometros de distância, em algum país extracontinental o dia movimentado debaixo do sol faz pulsar o nosso planeta.
Penso que fora dele a milhões de anos luz as estrelas fazem o que fazem sempre. Aqui, um pássaro com insônia canta. O silêncio da madrugada é acolhedor e gera inspiração.
Fora destas paredes algum vagabundo/boêmio deve estar curtindo a vida.
eu escrevo para poder dormir. A minha ânsia em escrever é enorme que as palavras não me deixam em paz enquanto não aparecerem no papel.
E é isto. Estar no papel por estar no papel. Mesmo que não tenha assunto algum para textualizar.

Escrito em 27/03/2008 1:15

quinta-feira, 27 de março de 2008

Copo de solidão

As vezes me vejo em um sonho do qual não consigo acordar. Isso me faz perder contato com a realidade. Quando assim me encontro, ninguém consegue compreender este estranho mundo de sentidos e emoções divididas.
A praticidade, a rotina gastam minhas energias me sugando o tempo dos Ensaios. O espetáculo foi um desaste. Mas mesmo assim, não pode parar.
Muitas vezes sonho só. Isso se dá porque esqueço que tanto eu, como as outras pessoas deste meu devaneio não passam de projeções, meros hologramas, espectros neste mundo externo.
Por que busco compreensão fora de mim? Por que meus sentimentos não me parecem humanos e sim divinos?
Por que insisto em virar os olhos para a verdade na ponta do meu nariz? Quando vou acordar?
Eu sei que a resposta está no âmago de meu Ser. Mas todos os caminhos que levam até Hades estão bloqueados agora. Nenhuma Águia de Zeus aparece para me proteger dos monstros habitantes deste reino abissal.
O espetáculo não pode, mas vai ser necessário parar. Um único copo de solidão é pouco para tanta sede.
Escrito em 11/09/2007 4:36
Pedro Alves

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Bar imaginário

Queria estar num bar onde ao invés de drinques alcoólicos oferecessem drinques sentimentais. Ou melhor, a mistura destes.

Para começar uma cerveja com bastante alegria. Espantar a tristeza e levantar o astral.
Um gim com euforia é a segunda pedida. Dá um clima boêmio e a explosão da euforia é apropriada com a leveza do gim.
Um conhaque afogado em carinho para afastar a carência e evitar a queda brusca da euforia.
Whisky com plenitude dá um ar fidalgo e justifica toda a cena.
Vodka com charme. Esquenta a noite e mantém a euforia no seu devido lugar.
Vinho com satisfação. Esse trago torna-se isento de justificação e explicações.
Um licor de carisma para tornar minha companhia mais agradável.
E por último um martini com saudades para fazer válido o momento e garantir a minha volta ao bar imaginário.

escrito antes de dormir no dia 25/02/08

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Cena de cinema

Os carros passam e o seu não chega
Eu te espero sentado em uma mesa
Os minutos correm e eu não tenho uma cerveja
Acho que eu te vi saindo preocupada
Corri atrás de ti sem saber se era você
Sem entender mais nada.
21/02/08 15:31



Já me acostumei
Com o tempo dos mortais
Cheia de acontecimentos
Momentos tão normais
Já me aconstumei
Com esta vida sem adjetivo
Tão prematura, inconstante
Sem objetivo.

E os meus medos tão pequenos
Me fazem correr
Meus anseios são venenos
Me fazem morrer...
21/02/08

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Conto

A insatisfação é minha causa. Levanto a bandeira do sempre querer e da não realização. Se estivesse realizado, se ja me sentisse assim, buscaria a overdose.


Não sei por que eu desejo tanto este sentimento de plenitude. Talvez por que eu nunca senti isso. Como alguem pode contentar-se com o que tem? com o que simplesmente é? Isso me intriga. Me causa inveja. A inveja como o mais humano dos pecados. E enquanto eu não sentir a plenitude em meu coração, como uma centelha de luz azulada, eu não ficarei satisfeito.


E enquanto insatisfação andar comigo, eu estarei vivo. Pulsando. Buscando. Invejando Deus e Buda. Tenho a humildade de aceitar que com 20 anos a plenitude não escolheria meu coração. Seria injustiça para quem ja viveu e realizou tantas coisas neste planeta. Mas eu invejo todos que falam deste sentimento como se ja o sentiram.


Invejo aqueles que a guardam para saboreá-la numa taça de cristal em noites de solidão. Pronto. Esperneio. Agito os braços. Escrevo para com a plenitude pois sei que ela está me lendo, afinal sentimentos são mais abundantes que moléculas de ar, escrevo para a plenitude por que se ela não adentrar meu coração mandarei a inveja conversar com ela.

Arrumo o meu coração, faço o cardápio do jantar e escolho com cuidado o vinho. Quero que a plenitude se sinta acolhida. Quero que ao sair ela tenha desejo de voltar. Ela não arcou horário para me ver. Mas ela virá. A inveja já falou de mim para ela.

Disse que existe um garoto esperando por ela. Que ele mal consegue se concentrar nos seus afazeres enquanto pensa na convidada. A plenitude respondeu que até tem vontade de visitar o garoto, mas não consegue adentrar nos corações de quem não a pratica. Os poros podem até estar abertos, mas o sangue que corre pelas veias tem que ser compatível para chegar ao coração.


Ao dizer estas palavras a inveja se despediu e deu lugar à tristeza. É engraçado como logo depois que a tristeza vai embora entra a alegria. É raro, muito raro a tranquilidade me visitar entre as visitas destes dois sentimentos. Assim passo de um extremo a outro, a altos e baixos. Acho que expulsarei a alegria e a tristeza de mim. Ora vejam, que audácia! Chamarei a tranquilidade para não ficar sozinho. Sozinho, vírgula, pois como já disse a insatisfação está sempre aqui. É o que me mantem vivo.


Conversarei com a tranquilidade. Olho para ela e ela olha para mim. Não sei o que falar. Acho que a presença dela é o que me satisfaz. Não o que fazemos. Suspiro. Suspiro. Bocejo. Irrito-me pois não sei o que falar. Como posso ser tão criança a este ponto?


Felizmente a compreensão me lembra dos meus afazeres. Então eu os faço e esqueço de mim.

Pré-realização

Vivo um conto onde não há espaço para a moral. Não há tempo para reflexões. A pré-ocupação ocupa a maior parte do meu tempo. Estou sempre pré-ocupado em agradar, pré-ocupado em fazer, pré-ocupado em ocupar-me.

Instantes como estes se repetem em dias e dias. Pré-ocupação já faz parte da minha agenda. Tornou-se um hábito. É o que respiro, é o que exalo.

A ocupação de fato me faz incoerente em pensamentos e ações. É quase como se meu corpo não obedecesse aos meus comandos. A ocupação de fato me assusta. É o meu escuro.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Diário de uma fase de descobrimento (parte 1)

Lembro-me como se estivesse acontecendo agora. Um céu sem lua, bastante estrelado formava desenhos mil. O fogo acolhedor soltava brasas que dançavam ao vento e, o som dava um clima de proteção espiritual ao ambiente.
Tudo tinha vida.
Por um momento eu pensei que na escuridão da penumbra a árvore iria falar comigo. Isso não aconteceu. Eu pensei que aquela estrela que pairava em cima da fogueira, ainda apagada, fosse lentamente descer do céu. Isso também não aconteceu.
Eu estava na expectativa. Queria saber como eram os questionamentos. Como era o momento mágico que iria surgir. E surgiu.
Os momentos que sucedem agora são desconexos. Lembro-me do transe. Lembro-me que não sentia sentia meu corpo. Lembro-me que não lembrava de mais nada e isso era a consciência.
Mas o que não vou esquecer e eternamente vou desejar é aquele sentimento. O que pairava em meu coração era de uma pureza incalculável. Era mais extasiante que 10 orgasmos. Melhor do que qualquer haxixe ou felicidade alcóolica.
Descobri o céu na Terra.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Sou o tipo que desiste no meio do campeonato; Que desapaixona no auge do relacionamento; Que destrói o que deveria transformar; Que procura problemas onde deveria procurar soluções e que quando não está com pressa deixa de ser tudo isso.

Minha herança social me fez idealista, visionário, boêmio. Distante do revolucionário/anarquista sonho com uma causa qualquer, por um planeta que se torna universo, mas desejo um trago e um afago que me conforte no meio do caos da cidade de pedra.

Ando pelos dias desviando de pessoas como se fossem obstáculos. Tragédias e dramas me deixam indiferente, banalizado. Eventuais situações se tornam comédias para depois voltarem a indiferença e assim continuar este ciclo.

Vejo uma Terra em que deus é na verdade é um estado de consciencia e agora procuro válvulas de escape só porque a vida não é como eu quero. Jogo a toalha e desisto de lutar, mesmo que isso signifique minha derrota induzida, porque não quero mais competir e ter sempre que estar acima ou abaixo de alguém.

Sento e observo o tempo passar porque já não há lugar ou motivação alguma que me faça agir de forma diferente. Continuo seguindo para os lados porque, por enquanto, nada disso me afeta de outra forma que não a diretamente.

23/01/2008

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Sobre a alineação

Alienação é algo quase que um tabu neste mundo de globalização onde a falsa tecnologia domina o presente dos mortais. Eu ainda tenho o previlégio de ser alinienado, pois isso me torna despreocupado de direitos e deveres.
Não tenho pátria. Não tenho fidelidade a uma fronteira ou dimensão. Jurei bandeira por pura obrigação como um homem repete um eu te amo para não magoar uma garota.
Não tenho noção de tempo contemporâneo e só agora pude perceber a falta destes fatores em meu ser.
Filosofia hippie, talvez. Mas isso não se enquadra no hoje. O que é hoje?
Para que estudar as leis físicas, quimícas e todas as outras exatidões se o rumo que o mundo vai seguir independe do meu saber sobre ele?
Alienado sim. Com todo prazer.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

A gente anda se conhecendo
e mesmo que seja pouco
Já se passou muito tempo.
E eu ja nem sei o que ando sabendo
Sobre nós dois.


Me jogo na emoção do momento
Desejando sua carne, seu sentimento
Me divirto com suas brincadeiras
deixando todo o resto
Para depois.


Me alegra estar com você
E observar seu jeito
De levar a vida.
Sua forma púdica
De falar sem despeito
Tão descontraída.


Sem saber aonde vamos
Você me pergunta o por quê
Que nós nos encontramos
E eu falo que o corpo que nós colamos
Já fala por si só


Os olhares que nós trocamos
Já não tem nada a ver
Com o que nós conversamos
Você vive com alegria
Enquanto eu vivo com amor...