Sou o tipo que desiste no meio do campeonato; Que desapaixona no auge do relacionamento; Que destrói o que deveria transformar; Que procura problemas onde deveria procurar soluções e que quando não está com pressa deixa de ser tudo isso.
Minha herança social me fez idealista, visionário, boêmio. Distante do revolucionário/anarquista sonho com uma causa qualquer, por um planeta que se torna universo, mas desejo um trago e um afago que me conforte no meio do caos da cidade de pedra.
Ando pelos dias desviando de pessoas como se fossem obstáculos. Tragédias e dramas me deixam indiferente, banalizado. Eventuais situações se tornam comédias para depois voltarem a indiferença e assim continuar este ciclo.
Vejo uma Terra em que deus é na verdade é um estado de consciencia e agora procuro válvulas de escape só porque a vida não é como eu quero. Jogo a toalha e desisto de lutar, mesmo que isso signifique minha derrota induzida, porque não quero mais competir e ter sempre que estar acima ou abaixo de alguém.
Sento e observo o tempo passar porque já não há lugar ou motivação alguma que me faça agir de forma diferente. Continuo seguindo para os lados porque, por enquanto, nada disso me afeta de outra forma que não a diretamente.
23/01/2008
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Sobre a alineação
Alienação é algo quase que um tabu neste mundo de globalização onde a falsa tecnologia domina o presente dos mortais. Eu ainda tenho o previlégio de ser alinienado, pois isso me torna despreocupado de direitos e deveres.
Não tenho pátria. Não tenho fidelidade a uma fronteira ou dimensão. Jurei bandeira por pura obrigação como um homem repete um eu te amo para não magoar uma garota.
Não tenho noção de tempo contemporâneo e só agora pude perceber a falta destes fatores em meu ser.
Filosofia hippie, talvez. Mas isso não se enquadra no hoje. O que é hoje?
Para que estudar as leis físicas, quimícas e todas as outras exatidões se o rumo que o mundo vai seguir independe do meu saber sobre ele?
Alienado sim. Com todo prazer.
Não tenho pátria. Não tenho fidelidade a uma fronteira ou dimensão. Jurei bandeira por pura obrigação como um homem repete um eu te amo para não magoar uma garota.
Não tenho noção de tempo contemporâneo e só agora pude perceber a falta destes fatores em meu ser.
Filosofia hippie, talvez. Mas isso não se enquadra no hoje. O que é hoje?
Para que estudar as leis físicas, quimícas e todas as outras exatidões se o rumo que o mundo vai seguir independe do meu saber sobre ele?
Alienado sim. Com todo prazer.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
A gente anda se conhecendo
e mesmo que seja pouco
Já se passou muito tempo.
E eu ja nem sei o que ando sabendo
Sobre nós dois.
Me jogo na emoção do momento
Desejando sua carne, seu sentimento
Me divirto com suas brincadeiras
deixando todo o resto
Para depois.
Me alegra estar com você
E observar seu jeito
De levar a vida.
Sua forma púdica
De falar sem despeito
Tão descontraída.
Sem saber aonde vamos
Você me pergunta o por quê
Que nós nos encontramos
E eu falo que o corpo que nós colamos
Já fala por si só
Os olhares que nós trocamos
Já não tem nada a ver
Com o que nós conversamos
Você vive com alegria
Enquanto eu vivo com amor...
e mesmo que seja pouco
Já se passou muito tempo.
E eu ja nem sei o que ando sabendo
Sobre nós dois.
Me jogo na emoção do momento
Desejando sua carne, seu sentimento
Me divirto com suas brincadeiras
deixando todo o resto
Para depois.
Me alegra estar com você
E observar seu jeito
De levar a vida.
Sua forma púdica
De falar sem despeito
Tão descontraída.
Sem saber aonde vamos
Você me pergunta o por quê
Que nós nos encontramos
E eu falo que o corpo que nós colamos
Já fala por si só
Os olhares que nós trocamos
Já não tem nada a ver
Com o que nós conversamos
Você vive com alegria
Enquanto eu vivo com amor...
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